Especial 186 anos: Alegrete tem memória

Rede Social

Em comemoração aos 186 anos de Alegrete, o jornal Gazeta de Alegrete preparou um material com alguns dos grandes nomes que deixaram sua marca em nossa cidade.

 

Barros Cassal

Este alegretense foi governador do Rio Grande do Sul em 1892. Antes, em 1889, foi o primeiro chefe de Polícia do Estado, depois de proclamada a República. Fundou ao lado dos doutores Antão de Faria e Demétrio Ribeiro o jornal “O Rio Grande”. Morreu de hepatite aguda em outubro de 1903, no Mato Grosso.

Luiz de Freitas Valle

Filho de Manoel de Freitas Valle, um dos grandes líderes do Município, ficou conhecido como Barão do Ibirocay, fundador da Gazeta de Alegrete, o jornal mais antigo do Estado. Governou a cidade em 1884 a 1888, sendo líder e presidente do Partido Conservador. Filiado ao Movimento Abolicionista, dirigiu e financiou o Clube Emancipador, que lutava pela abolição da escravatura. Foi casado com Noemi de Sá Freitas Valle.

Alexandre Lisboa

Apesar de ter nascido em Salvador, na Bahia, viveu grande parte de sua vida aqui, onde chegou em 1897 como capitão-médico do Exército. Médico humanitário e político de atuação impecável, foi prefeito de Alegrete de 1935 a 1939 e presidente da primeira Sociedade Médica. Foi um dos maiores heróis da Revolução de 23.

Simplício Jacques

Progressista inteligente, que estava muito adiante de sua época, foi presidente da Câmara Municipal de 1876 a 1880. Foi o primeiro a iniciar o recenseamento pecuário no Município. Fundou o Moinho Santo Antônio, criou uma colônia agrícola na costa do Inhanduí e uma fábrica de sabão em Alegrete. Além disso, iniciou os primeiros estudos sobre a desobstruição e navegabilidade do Rio Ibirapuitã, tudo isso em 1876.

Oswaldo Aranha

O político alegretense foi considerado um dos arquitetos da Revolução (1930), com grande influência no primeiro governo de Getúlio Vargas. Iniciou-se na política como intendente de Alegrete e sub-chefe de polícia de Porto Alegre. Elegeu-se deputado federal (1927) e conduziu a negociação com a Junta Militar Governativa Provisória, no RJ, para entrega do governo a Vargas. Nomeado Ministro da Justiça e Negócios Interiores (1930), logo assumiu a pasta da Fazenda (1931) e depois foi nomeado embaixador em Washington em protesto contra o Estado Novo (1937), mas retornou como Ministro das Relações Exteriores (1938 – 1944). Chefiou a delegação brasileira na 1ª Sessão Especial da Assembléia Geral da ONU (1947), e defendeu a criação do Estado de Israel. Voltou ao Ministério da Fazenda (1953) e no governo Juscelino Kubitschek, retornou à ONU.

Cyro Leães

Formou-se na Faculdade de Medicina de Porto Alegre. Ajudou a fundar a Associação Acadêmica do RS. Também publicou poemas na Revista do Globo e no jornal A Federação. Retornou ao Alegrete em 1937, onde foi um incentivador da educação e da cultura alegretense. Publicou Castro Alves em 1947, em homenagem ao centenário do poeta baiano, e Embaixador Oswaldo Aranha, em 1959, avaliando o trabalho do político alegretense.

Romário Oliveira

O “médico dos pobres”, como era conhecido, não teve filhos. Em compensação, deixou 2.500 afiliados. Amado pela comunidade, foi considerado um exemplo no atendimento médico de forma humana. Também foi chamado de “sacerdote da caridade”. Quando faleceu, Alegrete parou, num dos maiores enterros que a cidade já acompanhou.

Adão Ortiz Houayek

Conhecido por “Piola”, por seu amor à pescaria, foi duas vezes prefeito de Alegrete (1964 a 1968 e e 1973 a 1976). No governo, constituiu o Centro Cultural de Alegrete o qual leva o seu nome, e o Parque Neyta Ramos. Na primeira gestão, foi responsável pela construção da Estação Rodoviária e criou a Vila Piola. Fez da Rua das Tropas uma grande avenida (Eurípedes Brasil Milano), ligando os extremos da cidade.

Maria Amorim

Em 1934, assumia a Direção da Escola Complementar Oswaldo Aranha, a professora Maria Amorim, vinda de Caxias. Sua passagem pelo comando da Escola, exercido com mão de ferro, mudou para sempre a história do Educandário. Com Mariam Amorim, o mais tradicional colégio do município ganhou prestígio em todo o estado.

José Rubens Pillar

Natural de São Vicente do Sul, mas praticamente um alegretense, José Rubens Pillar chegou à cidade ainda jovem como padre, entrando mais tarde para a política, onde tornou-se fenômeno, atingindo a marca de quatro mandatos.

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