Especial 186 anos: Fatos que marcaram época em Alegrete

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1842: CAPITAL FARRAPA

Alegrete teve papel importante na Guerra dos Farrapos, a mais longa rebelião e a mais sangrenta do período regencial que iniciara em 1835 e só findaria dez anos mais tarde.
Acabou recebendo o título de 3ª Capital Farroupilha (a primeira fora Piratini e a segunda, Caçapava) devido ao fato de ter sediado a instalação da Assembléia Cosntituinte do Governo Farroupilha, no local onde atualmente funciona o Itaú. Ali, onde mais tarde seria o Banco da Província (foto acima), os deputados eleitos tiveram estabilidade e calma para votar novos projetos de Constituição.

 

1835: REVOLUÇÃO FARROUPILHA

Em setembro de 1835, Alegrete encontra-se em pacífico desenvolvimento, quando foi deflagrada a Revolução Farroupilha. O município mantém-se fiel ao Império até 1837, quando adere a causa republicana

 

1838: HINO DO ESTADO

Foi em Alegrete que o Hino do Estado do Rio Grande do Sul surgiu do entusiasmo dos farroupilhas em externar seu civismo, após o célebre combate de Rio Pardo, em 30 de abril de 1838, quando já decorriam quase dois anos da Proclamação da República Rio-Grandense. O hino do Estado se compõe da revisão música de Joaquim de Mendanha, realizada por Antônio Tavares Côrte Real, com versos de Francisco Pinto da Fontoura, estes da forma abreviada, consagrada pelo uso popular.

 

1839: OLEGÁRIO VICTOR ANDRADE

Durante exílio de seus pais no Brasil, nasceu em 03 de abril de 1839, em Alegrete, Olegário Victor Andrade, considerado o príncipe da poesia Argentina e o precursor da poesia moderna no mundo.

 

1842: O AMERICANO

Foi aqui, em 1842, surge o jornal O Americano, com somente 36 edições que propunham a discussão dos artigos da Constituição Republicana Farroupilha.

 

1882: GAZETA

No dia 1° de Outubro de 1882, é fundado pelo Barão do Ibirocay o jornal Gazeta de Alegrete – jornal mais antigo do RS, ainda em circulação.
Surgiu para apoiar a luta pela Abolição da Escravatura, e é hoje a maior fonte de pesquisa do Município de Alegrete, com assinantes em todo o Brasil.

 

1825: PRIMEIRO MÉDICO MILITAR

Em 1825, acompanha o Exército Militar de Entre-Rios, como era chamada a região de Alegrete, o cirurgião-mor Dr. Antônio José Cândido, responsável pela saúde das tropas em toda esta região. Este foi o primeiro médico militar que se tem notícias netas paragens.

 

1912: GUARANI FUTEBOL CLUBE

OGuarani Futebol Clube, fundado em 28 de setembro de 1912, viveu jornadas memoráveis no Estado. Chegou a duas finais de Gauchão contra o Grêmio. Em 1922, depois de se sagrar campeão do Interior, o time perdeu por 2 a 1 na final, ficando com o vice-campeonato do Estado, fato que se repetiria em 1931, quando em Porto Alegre disputou novamente o título do Gauchão.

 

1865: VISITA IMPERIAL

De passagem rumo a Uruguaiana, o imperador D. pedro II esteve em Alegrete, em 6 de outubro de 1865. O motivo de sua cruzada, acompanhada por grande caravana, devia-se a invasão paraguaiana na fronteira com o Uruguai. Ele passou a noite na Câmara Municipal, com Guarda de Honra do 1° Batalhão de Voluntários e visitou o hospital com feridos dos combates em São Borja (10 de junho) e nas margens do Butui (26 de junho). Na manhã seguinte, seguiu destino, permanecendo por 27 dias em Uruguaiana, até a rendição dos invasores.

 

1911: O PRIMEIRO CARRO

Chegava ao Alegrete, no dia 19 de julho de 1911, o primeiro automóvel, um Humber, encomendado da Inglaterra pelo fazendeiro e coronel Antônio de Oliveira Macedo. Perprexidade de todos os conterrâneos era de se esperar, afinal o alegretense do início do século só estava acostumado com os famosos carros de praça (os “MyLord Birch” ou os “Tylbury” com capota), puxados à força animal. Naquele dia, também chegava ao município, juntamente com o carro, um choffer, contratado por longa data.

 

1923: O COMBATE DA PONTE

No dia 19 de julho, em Alegrete, aconteceu o mais sangrento e violento duelo da Revolução de 1923. O chamado Combate da Ponte do Ibirapuitã, entre as forças maragatas de Honório Lemes e as forças governistas – chimangos de Flores da Cunha.

 

1908: LUZ ELÉTRICA

Privilégio apenas das capitais e grandes cidades, a luz elétrica, uma das maiores invenções de todos os tempos, era em 1906 uma obsessão de um grupo de idealistas alegretenses, liderado pelo Dr. Jão Blessmann, que, nesse mesmo ano, fundou a Empresa Luz Elétrica Alegretense. Blessmann foi o maior acionista e o primeiro administrador da organização, que, em 14 de julho de 1908, foi inaugurada, no local onde também funcionou a CEEE e hoje é de propriedade da AES Sul. Os festejos de inauguração tomaram conta da cidade e duraram três dias. Mais tarde, em 1925 a usina passou aos cuidados do município. Em 1912, o técnico alemão Guilherme Utz passou a dirigir o setor de mecânica da usina e, de sua abertura até 1929, a empresa funcionou movida a vapor, consumindo cerca de 14m de lenha por noite. Depois, passou ao sistema de óleo e, com o passar dos anos, foi adaptando-se aos novos e modernos sistemas.

 

1922: CONFLITO

Conflito na Prefeitura Municipal de Alegrete durante eleição para Presidente do Estado resulta em morte do chefe político federalista (maragato) Coronel Vasco Alves, e de seu ajudante de ordens, “Pombo”.

 

1923: HERÓIS E REBELDES

Em 27 de março de 1923, os maragatos tomaram a Intendência Municipal, e passaram a governar com uma Junta Adminsitrativa, constituída por Alexandre da Silva Lisboa, Artur do Prado Souza e Diogo de Assis Brasil. A junta promoveu o Leão do Caverá, Honório Lemes (ao centro da foto) a General. Mais tarde, em 19 de junho do mesmo ano, ocorreu o segundo combate sobre a Ponte do Rio Ibirapuitã, luta travada entre as forças revolucionárias (maragatos) e o as forças legalistas do Governo (chimangos).

 

1914: O PRIMEIRO VOO

Com tremenda surpresa, segundo noticiou um jornal da época, os alegretenses vieram sobrevoar por aqui, em 16 de julho de 1914, a primeira aeronave, pilotada pelo inglês Yong Barrow. O piloto, que fazia experimentos aéreos pelo mundo inteiro, havia saído de Uruguaiana, às 11:30h, pousando, após uma hora e meia de vôo, na chácara de Ubaldino Pahim. O curiosos disso tudo é que o proprietário do campo não estava sabendo de nada. Simplesmente teve que contemplar, com espanto, a aterrisagem do ousado inglês, que até mesmo recebeu, nesse dia, convite de uma comitiva alegretense para fazer algumas acrobacias. Com muito gosto, pois, aceitou o convite e realizou, no 2 de agosto seguinte, um espetáculo para grande parte da população, que o assistiu ascender ao céu no campo do Matadouro Público, onde é atualmente o Aero Club.

 

DATAS MAIS IMPORTANTES (cronologia):

20 mai 1811 – Chegada de D. Diogo de Souza ao rio Ibirapuitã.
………. 1814 – Erguida, no Inhanduí, a 1ª Capela (Queimada).
16 set 1816 – Incêndio da 1ª Capela (Queimada) e fuga para o local atual.
26 dez 1816 – Primeiro Batismo em Alegrete.
08 jul 1817 – Segundo Batismo em Alegrete.
01 dez 1817 – Terceiro Batismo em Alegrete.
19 abr 1820 – Criada a Capela Curada de Alegrete.
13 fev 1822 – Criada uma Comarca Eclesiástica na Capela de Alegrete.
18 fev 1822 – Assume o Pároco Joze Paim Coelho de Souza.
02 mai 1822 – Registrou-se o primeiro óbito.
04 set 1822 – Celebração do primeiro casamento.
…. abr 1828 – Incêndio da 2ª Capela (na Praça da Igreja).
25 out 1831 – Elevação da povoação à categoria de Vila.
13 nov 1832 – Mandada instalar a Vila.
15 jan 1834 – Apuração da eleição em Cachoeira.
17 fev 1834 – Alegrete é desmembrada do município de São Borja.
17 fev 1834 – Instalação da Vila de Alegrete, com Câmara de Vereadores e Juiz.
16 jun 1837 – A Câmara de Alegrete adere à causa dos farroupilhas
01 dez 1842 – Assembléia Constituinte da República Rio-grandense.
30 abr 1846 – A Capela de Alegrete é elevada à categoria de Freguesia.
22 jan 1857 – A Vila de Alegrete é elevada à categoria de cidade.

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