Operação Alcatraz revela o caos do Presídio Estadual de Alegrete

Rede Social

 

Policiais Civis, juntamente com homens do GAES e do Departamento de Resgaste e Intervenção e agentes penitenciários deflagraram a Operação Alcatraz e revistaram as celas do Presídio Estadual de Alegrete, através de um mandado de busca e apreensão.

Em pouco mais de duas horas a revista revelou o caos em que se encontra o Presídio.

Interditado parcialmente, e com pedido administrativo para interdição geral, foi construído para 81 apenados, está com 225. Com o atenuante de mais 60, que cumprem pena em Uruguaiana e vão retornar, ainda sem data prevista, devido a uma ordem judicial.

Apreensões

Foram aprendidas duas armas de fogo, calibre 38 e uma pistola. Além de uma quantidade de maconha e pedras de crack. Diversos estoques (armas artesanais) foram recolhidas das celas e até no pátio foram encontrados materiais confeccionados pelos presos.

 

Operação Alcatraz

A Operação Alcatraz envolveu mais de 80 policiais que desde às 7h desta quinta-feira (26). Do lado de fora, um isolamento do GOE não permitia aproximação dos familiares. Somente a imprensa teve acesso ao local. A Guarda Municipal auxiliou no trânsito que ficou interrompido por toda manhã.

Um helicóptero sobrevoou a penitenciária dando suporte para as equipes que se revezavam na Operação. Dezenas de garrafas pets com bebidas confeccionadas de maneira artesanal, impressiona. Colchões, ventiladores e bancos de madeiras foram retirados das celas. Lages e pedras de concreto também foram levados para o pátio.

Para o delegado Penitenciário Regional da Susepe, Nilton da Silva, a ação foi um trabalho conjunto entre Polícia Civil, Brigada Militar e Susepe.

Já o delegado de Polícia Regional, Juliano de Carvalho, destacou a ação como positiva, uma vez que retira de circulação armas, drogas e celulares dentro do presídio.

Para Peterson Benitez, delegado titular da DPPA, a operação visa a busca e apreensão de armas, drogas e celulares. Para o policial, o saldo foi positivo.

Os constantes arremessos para o pátio e as fugas colocaram o presídio numa situação delicada. A cada revista é nítido o aumento de materiais apreendidos. Não há uma tela para impedir o lançamento de drogas, armas e até revólveres com munições. A superlotação é outro problema que assusta. O pedido de interdição total seria um caos. Mas especialistas sugerem que o número de apenados seja diminuído o mais breve possível.

 

Familiares

Familiares protestaram, eles reclamaram da ação dos policiais na contenção, usando armas e cachorros. Algumas pessoas relataram momentos de intimidação. Crianças e mulheres aguardavam notícias. Até às 11:30h, não tinham sido atendidas e aguardavam sob olhar atento dos policiais, que impediam aproximação na frente do presídio.

 

 

 

 

 

Fonte: Portal Alegretetudo.

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