Berquó profere palestra e diz que a homofobia precisa ser criminalizada

Rede Social

O vereador Paulo Berquó proferiu palestra sobre “Homofobia” para as turmas do terceiro ano do Ensino Médio da Escola Dr. Romário Araújo, o Ciep. O convite partiu da estagiária da Unopar, Sara Morales, acolhido pela escola. Berquó também projetou o documentário Mãos Dadas, produzido pela EJA (Educação de Jovens e Adultos) do próprio Ciep e pela EJA da Escola Tancredo Neves, com apoio do Coletivo Multicultural de Alegrete. A partir deste documentário, surgiu a “Caravana da Diversidade”, levando esta importante discussão para escolas e entidades da cidade. A repercussão foi muito grande, resultando em entrevista na RBS TV. A “Caravana” também ocupou o espaço regimental da Câmara Municipal, a convite do vereador.

Berquó com professores e alunos do Ciep Dr Romário

 

Para Berquó, no mundo inteiro há um crescimento do pensamento conservador, o que acaba atingindo também o Brasil, com inegável propagação via Internet. “O embate ideológico é saudável para a democracia, mas não podemos admitir que as diferenças políticas descambem para ataques às liberdades individuais, para o retrocesso dos avanços conquistados a duras penas no que tange às políticas de direitos humanos, que – ao contrário de uma mentira repetida à exaustão – existe para defender as vítimas, não os agressores, não os criminosos”, defende. O vereador explica que a homofobia parte muitas vezes dos próprios homossexuais, que buscam negar a sua sexualidade, por evidente pressão social. “Precisamos quebrar paradigmas históricos, como a expressão ‘opção sexual’, quando trata-se de uma condição sexual tão natural quanto a heterossexualidade, ou a bissexualidade”, diz. “Ninguém escolhe ser heterossexual ou homossexual, ou ninguém escolheria o caminho mais árduo, numa sociedade onde é alto o grau de desinformação e de intolerância”, reflete o parlamentar.

Berquó argumenta que conceitos como o da “tradicional família brasileira” precisam ser repensados. “Assim foi quando há 130 anos, os negros eram escravizados e as mulheres submetidas ao jugo dos maridos”, argumenta. “Esta era a tradicional família brasileira em um passado muito recente do ponto de vista histórico”. Para ele, a sociedade evolui quando o respeito às diferenças se sobrepõe ao preconceito.

– Foi preciso muita luta para a libertação dos escravos, foi preciso muita batalha para que as mulheres tivessem, por exemplo, direito ao voto. Até hoje as mulheres lutam por igualdades no mercado de trabalho. Enfim, as igualdades sociais são conquistadas a duras penas até serem incorporadas como naturais. Com os homossexuais é semelhante.

Paulo Berquó defende que a homofobia precisa ser tratada como crime e essa luta ser levada adiante com determinação e coragem.

 

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