A falência da política

Rede Social

O ano das eleições promete muito. E muitos prometem demais nas eleições. Olho vivo, eleitor amigo!

Aécio Neves se perdeu nos conceitos de política. Queria ser um ás, e não consegue nem mesmo sair do chão. E porque está encalacrado politicamente – não por culpa dos outros, mas unicamente por sua própria – aponta o rifle de sua verve para distante de suas próprias ações. Procurando salvar-se do seu naufrágio já consumado.

Mais desastradas do que as suas próprias ações políticas, são as palavras com as quais busca destruir o cartaz de outrens. Como se fosse o único com o direito de pleitear candidatura à Presidência do país, pensa que, só porque outrem, até agora fora da escola política do seu naipe, também a queira, a política se funde com a falência.

Mas vamos na vazante do discurso do mineiro. Acho mesmo que Aécio tem razão. O possível lançamento da candidatura do apresentador Luciano à Presidência da República representa, sim, a falência da política tradicional. Essa política que, hoje, todos os partidos praticam. Mas atenção: isso não é por causa da presença (se vier) do senhor Luciano na corrida presidencial, mas por causa da continuada presença de pessoas como o senhor Aécio Neves. Para o especial desdouro do seu próprio partido, certamente.

Tem muitos companheiros do partido do senhor Aécio com vergonha de tê-lo no meio político. Tanto é que os seus próprios camaradas de partido já não o querem próximo dos eventos da agremiação. É peso negativo. Tipos assim os há também em outros partidos.

Não, senhor Aécio. A possível presença do senhor Luciano Huck representa a vontade de limpar a impureza da política atual, do quadro de detratores da política, na sua conjuntura atual. A falência da política não interessa à Nação. Nem aos políticos. Nem ao povo. Este quer a purificação da política. E está à sua procura.

O senhor Aécio talvez fizesse um grande favor à purificação, à renovação, ao combate da falência da política, retirando-se de cena. No seu partido, senhor Aécio, há pessoas que honram a política. Tem, sim. E estes certamente desejam, com ardor e força, que o senhor fique longe.

Não é com o esculacho de possíveis adversários que se limpa o jogo. Saúdem-se as novas lideranças, os novos nomes, já que a velharia avacalha e enxovalha cada vez mais a dignidade e a pureza da política. Hoje em dia, a política está precisando a mesma veemência que se tem nas campanhas em favor da purificação do meio ambiente. Fora de tal campanha não há salvação para o meio ambiente, da natureza e da política.

Quando se critica tanto as ações da Lava Jato, percebe-se com certeza clareza o quanto a política se rende à falência. O próprio Senado há pouco deu eloquente demonstração disso, quando não confirmou a erradicação do senhor Aécio das suas hostes, envolvido que está em denúncias graves de corrupção.

Sim, estamos diante da falência da política. Tem razão o senhor Aécio. É por tal razão que precisamos tirar tudo isso que aí está, mofando na política e falindo a política. Renovação é a palavra de ordem. Sem renovação, a falência toma conta mesmo!

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