Nilda: o merecido título de Cidadã Alegretense

Rede Social

Nilda Felisberta Correa de Freitas receberá o título de Cidadã Alegretense no próximo sábado (9), homenagem proposta pelo vereador Paulo Berquó (PT). “Nossa homenageada há três décadas dedica-se à Casa do Alegrete, espécie de Embaixada Alegretense na capital do Estado”, explica Berquó, ressaltando que exatamente em 2017 a  entidade comemora seus 30 anos. “Quer data mais emblemática para uma homenagem como essa”, pergunta o vereador. Berquó destaca ainda que nos anos 70 e 80, Nilda foi uma dos principais destaques da Escola de Samba Unidos dos Canudos. “Era uma das manequins de maior projeção no Estado e o saudoso Silvio Leite a trouxe para brilhar no nosso carnaval”, conta.

– E foi em Alegrete que Nilda apaixonou-se pelo professor Valderli Telles. Em Porto Alegre constituíram sua linda família, sem em nenhum instante perder o vínculo com a cidade que amam e que Nilda também adotou como sua.

Este ano, convocada pela Confraria Praça Nova, foi uma das debatedoras no evento que reuniu no Centro Cultural nomes como o do jornalista Moises Mendes e o do deputado Adão Villaverde, nas comemorações dos 15 anos do grupo.  Na primeira ida à Confraria, questionou os “inquietos” da Praça Nova: tá faltando mulher por aqui. Foi o que bastou. As mulheres passaram a frequentar direto os encontros dos sábados na Praça.

Mais uma vez Nilda Felisberto rompia os padrões.

Quem é Nilda Felisberto?

Descendente de escravos, foi a primeira manequim negra de destaque no Rio Grande do Sul, após vencer o concurso “A Caminho da Grande Chance”, na TV Piratini. Foi o começo da virada da então empregada doméstica, ofício que exerceu com dignidade e do qual se orgulha. A partir de então, Nilda passou a ser uma das figuras mais badaladas do universo da moda, integrando o seleto cast “Mulheres de Ouro da Masson” e presença certa nos desfiles de estilistas como Milka Wolff e Rui Spohr. Nesta época, a convite do carnavalesco Sílvio Leite, especificamente no ano de 1978, sua história começava a confundir-se com Alegrete. Nilda, durante anos, foi um dos mais emblemáticos destaques da Escola de Samba Unidos dos Canudos. Dos vínculos com a escola Verde e Branco, surgiu a amizade, o namoro e o casamento com o professor alegretense Valderli Telles de Freitas, com quem gerou o filho Victor Manoel Corrêa Freitas, hoje também professor. Desde a fundação da Casa do Alegrete, que em 2017 comemora 30 anos, Nilda integra a diretoria, sendo uma das mais ativas do dinâmico grupo desta verdadeira Embaixada do Alegrete. “Entrei no Alegrete e o Alegrete conquistou meu coração”, costuma repetir.

Natural de Cachoeira do Sul, onde nasceu em 1948, sendo uma das filhas de Manoel Modesto Correa e Luisa Alves Correa, Nilda Felisberta fez de Alegrete sua terra afetiva. Mantém fortes vínculos com nossa comunidade, não apenas pelo trabalho na Casa do Alegrete, mas pela presença constante no Município, pelos laços familiares que aqui consolidou e pelo apoio e prestígio que empresta à Unidos dos Canudos.

 

 

 

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