Conselho de Agrometeorologia lista orientações para La Niña neste verão

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POR ELAINE PINTO

 

Em reunião realizada no final de dezembro, o Conselho Permanente de Meteorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul (Copaaergs) elaborou documento sobre o prognóstico climático e recomendações técnicas para as culturas de verão nos meses de janeiro, fevereiro e março.

O documento cita que, de acordo com a análise da temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial Central, que registrou anomalia negativa, deve haver a atuação de um evento La Niña moderado no decorrer deste verão, influenciando na redução de chuvas durante o período. Os dias mais quentes, junto com a redução das chuvas, aumentará o risco de déficit hídrico ao longo da estação, especialmente na metade Sul do Estado.

Orientações técnicas

Arroz

  • Racionalizar o uso da água disponível através de técnicas de manejo adequadas, tais como movimentação mínima da água nos quadros e manutenção de baixas lâminas de água;
  • Utilizar adubação nitrogenada em cobertura de acordo com a indicação da análise do solo.

Feijão

  • Feijão da safra – logo que atingida à maturação proceder à colheita e trilha o mais breve possível;
  • Irrigar, quando necessário, preferencialmente durante a floração e desenvolvimento de vagens;
  • Na safrinha, escalonar a época de semeadura e, se possível, utilizar mais de uma cultivar, respeitando o zoneamento agrícola;
  • Fazer adubação em cobertura preferencialmente antes da ocorrência de chuvas ou quando o solo apresentar disponibilidade de água adequada.

Milho

  • Fazer adubação em cobertura preferencialmente antes da ocorrência de chuvas ou quando o solo apresentar disponibilidade de água adequada;
  • Irrigar, quando necessário, preferencialmente durante a floração e o enchimento de grãos.

Soja 

  • Irrigar, quando necessário, preferencialmente durante a floração e desenvolvimento de vagens;
  • Realizar os tratos culturais recomendados para a cultura.

Hortaliças 

  • Quando necessário irrigar, fazê-lo pela manhã, e dar preferência à irrigação por gotejamento;
  • Recomenda-se a produção de mudas em ambiente protegido no sentido de garantir a qualidade das mesmas;
  • Em ambientes protegidos (túneis e estufas) proceder a abertura o mais cedo possível pela manha. Realizar o fechamento ao por do sol;
  • Caso não haja irrigação, evitar a produção de mudas em recipientes que acarretem a perda do sistema radicular.

Fruticultura 

  • Promover o manejo da vegetação em pomares com coberturas verdes, de forma que propicie a cobertura morta na projeção da copa das frutíferas para proteger o solo;
  • Usar o raleio de frutas como prática indispensável;
  • Quando necessário irrigar, faze-lo pela manhã, e dar preferência à irrigação por gotejamento;
  • Não havendo molhamento foliar em cultivos sob cobertura plástica, evitar a aplicação de defensivos agrícolas;
  • Em pomares jovens, suplementar com irrigações para favorecer o estabelecimento das plantas, associada a práticas de manejo na linha (aplicação de dessecantes e/ou roçadas).

Forrageiras

  • No manejo de plantas forrageiras, promover a manutenção da cobertura de solo e de boa disponibilidade de forragem, através de cargas animais adequada;
  • Reduzir a carga animal na pastagem durante o período de estiagem;
  • Aumentar o estoque de forragens na propriedade, seja no campo (redução da carga animal e diferimento de potreiros), seja através de forragens conservadas (feno ou silagem);
  • Utilizar suplementações estratégicas para as categorias dos rebanhos mais necessitados nos períodos em que ocorrerem estiagens;
  • Quando possível, indica-se a irrigação de pastagens cultivadas nos períodos de estiagem.
Foto: Fernando Dias

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