Mais um ministério

Rede Social

A política é bastante engraçada. Muitas vezes, sem graça nenhuma; às vezes, uma desgraça completa.

Confesso que tive que fazer força para levantar meu queixo, quando ouvi que o presidente Temer vai criar um novo Ministério: para tomar conta da Segurança no país.

Se, para cada problema que o país enfrenta, for criado um novo Ministério, vai acabar no triste ditado: haveremos de ter muito mais caciques que índios. Sem ofender a nação indígena.

Quando Temer assumiu, fez promessas que todo político faz ao (querer) assumir um posto. Irá diminuir a máquina estatal. Na República, irá diminuir o número de Ministérios ao mínimo absolutamente indispensável. Não haverá desperdício de dinheiro público, e as necessidades fundamentais dos cidadãos serão priorizadas.

Qual o quê! Vai daí que o Ministério brasileiro está virado numa atuante brincadeira, conhecida pelo povo como ioiô. Sobe, desce; sobe, desce. Sobe. Sempre acaba no alto.

Não quero dizer que a Segurança Pública não mereça especial atenção. Merece. Muito mais do que tem merecido ontem e hoje. Porém, com tantos outros Ministérios existentes, alguns por certo perfeita e completamente dispensáveis, a temática da segurança poderia perfeitamente estar em um desses.

A questão é — e isso é sempre redundante — fazer os Ministérios cumprirem as suas funções adequadamente. A criação deste novo Ministério é a extraordinária demonstração da total incapacidade de gerir e gerenciar o que aí está. Mais um, menos um, não muda nada. Tudo o que se diz para justificar a sua propositura são apenas palavras vãs, vazias, tentando engambelar os incautos. O fato é que a politica(gem) atual está fadada ao fracasso retumbante e definitivo.

Vamos à solução. Humildade. De todos. Eis a palavra mágica. Que as elites partidárias se acheguem aos seus companheiros, peçam aos que roubaram que devolvam tudo, façam uma mea culpa, e se unam. De verdade. Em favor do país, não dos seus mandatos. Tragam alguém de fora para os governos. Façam um pacto. Verdadeiro.

Fora disso, eleição, campanha, tudo será mera e tradicional palhaçada. Sem ofensa aos circenses, por favor.

Bem, se provarem que valeu a pena (do jeito deles), eu mudo a minha opinião. Mas duvido muitíssimo. Eu (ainda) sou ingênuo.

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APARTE — A intervenção federal no RJ é o início da federalização das deficiências estaduais. É a prova cabal da falência das políticas e dos políticos. Na prática, as Forças Armadas vão tomar conta das ações que deveriam ser dos governos, pela absoluta inércia e inépcia das(os) políticas(os) em suas ações. Se a moda pega, será como uma praga a devastar a Nação. Há que aparecer uma reação urgente. Mas verdadeira e altruísta. Não das que estamos acostumados: discursos solucionáticos, que, na prática, são um desastre operacional e político para a sociedade.

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