O novo Ministério

Rede Social

Primeiro, um esclarecimento. O artigo da semana passada saiu com o título de matéria anterior. Em vez de “A nossa mitologia”, o correto era “Mais um Ministério”.

Feito o registro, vamos ao novo Ministério.

Criado, instalado e em possível funcionamento, continuo a pensar que foi uma invenção desnecessária. Mas, vez que inventado, vamos às suas possibilidades. Contamos que sejam boas, positivas.

Dizem uns — os que não têm o que dizer — que a criação desse Ministério é apenas uma jogada política, com fins de dar chance para Temer concorrer à reeleição. Bela piada! Quem não existe (mais) politicamente, não pode sequer ser candidato. Como uns e outros já com a ficha suja demais para se apresentarem ao eleitor.

Ao fato.

A única coisa que se espera — porque se precisa — é que os resultados sejam práticos. Efetivos. E urgentes, imediatos. Afinal de contas, este Ministério, novo, com fim especifico, tem apenas dez meses para viver, sobreviver e nos convencer de que valeu a pena. E que nos deu mais do que esperanças. Certezas. Segurança.

Tem muito, pois, a realizar. Com pressa e com pressão. Sem direito a erro, nem desculpa de pressão por resultados. Estes serão a única coisa, tudo e só o que se espera dessa nova estrutura de Governo e de Estado.

E, sendo um Ministério do Governo Federal, precisa, mais do que mostrar resultados, é convencer não só o Rio de Janeiro, mas o Brasil inteiro. Não interessa a rima, queremos a solução.

O Brasil não se resume, todo, apenas na ex-cidade maravilhosa. É engano.

O Brasil é, hoje, um despedaçado eito de terra, onde reina a insegurança, para além de todos os seus pontos cardeais, também em todos os rincões em que pulsa vida entre os cidadãos.

Por isso, criar um Ministério como forma de tornar viável uma candidatura presidencial, qualquer que seja — de simples, nova ou reeleição — seria tão absurdo quanto burro ou debiloide. E não passaria nem pelo mais condenado, nem pelo mais pretensioso e prepotente partido político ou dirigente partidário. Sem passar, pari passu, pelo próprio suicídio.

De outra parte, está sumamente claro, seja para o Governo Central, seja para o ministro indicado para gerir a nova Pasta, que não bastam palavras para garantir segurança pública aos cidadãos. Para muito além delas, em tom loquaz e convincente, é de necessidade absoluta e irretocável que se garimpem expressivas somas financeiras e humanas, bem como condições humanas e materiais para a consecução do desiderato de que o povo brasileiro precisa/espera. No Rio e em Porto Alegre, assim como em Mossoró e em Alegrete. Ao mesmo tempo, para não ser em tempo algum.

Fora disso, é diversionismo. E precisamos algo diverso.

Se for um milagre, que o seja. E que o seja de fato. Afinal, ninguém espera que da montanha se consiga apenas o parto de um rato.

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