Pensando e calculando…

Rede Social

Há controvérsias no ar. Se movimentando. Como se fossem um aeromóvel. Confusão. Onde não deveria haver qualquer coisa do gênero. Nem controvérsia, nem confusão.

Existe, hoje, um aeromóvel na capital dos gaúchos. Trecho ínfimo. Leva passageiros do aeroporto à estação mais próxima do trem metropolitano, o Trensurb. Coisa de duzentos e treze metros. Cinquenta centímetros mais, cinquenta menos.

Em Canoas, cidade vizinha, “organizou-se” também um aeromóvel. Muita grana foi lá jogada. Muito material comprado. Mais de meia centena de milhões já gastos no “projeto”, na obra, enfim. Mais de duzentos milhões de empréstimos tomados. E eis que, agora, de um momento para outro, num solavanco, tudo parou. Parou por quê? Por que parou?

Eis as grandes questões. Prefeitura e TCE estão às voltas para saber por que é que, afinal, tanto dinheiro foi jogado numa obra que, ninguém sabe, ninguém pode prever, como, quando e se é que vai continuar. Aliás, como tantas outras que o país se acostuma a sentir ano mais, ano menos. Ou todo ano.

Do jeito como a coisa não está andando, está indo também isso na mesma esteira dos vastos e intermináveis sangramentos das construções que, quando têm início, não conseguem vislumbrar a sua efetivação. Estádios, vias públicas, estradas, metrôs, trens… aeromóveis! Sempre com muito dinheiro público!

A coisa gira em torno do que é, com certeza, descartável por absoluta besteira e por prejuízo certo. Mas é feito. E daquilo que é absolutamente necessário e não é executado. Mais isso é algo muito profundo, de difícil dimensionamento e compreensão!

E, em consequência, resulta numa absoluta condenação do povo sem que este tenha cometido qualquer crime, que não seja o sacrossanto de pagar fielmente os escorchantes impostos que as entidades públicas criam e impõe. E, claro, sem critérios.  Justos ao menos.

Eu fico a imaginar — e indago mesmo à minha volta, sem encontrar sequer resposta — o que leva a tantos descalabros nas construções públicas. Não sabemos mais pensar a coisa pública? Não sabemos mais planejar? Nem pesquisar? Nem calcular? Nem…

O que é que há — ao final de todas as contas, ou de nenhuma — neste perdulário Estado continente brasileiro?

* * * * *

APARTE — Num mundo em que elas são maioria, a inferioridade das mulheres ainda grita. Alto. Em quase tudo, em quase todo lugar. O peso da história é tão mais intenso, que todo o poder das mulheres de hoje, adicionado à (eventual) força dos próprios homens para cerrar as desigualdades e injustiças em relação a elas, não o consegue suplantar. É, pois, necessário que se faça um tanto mais, não para redimir qualquer passado — isso seria outro erro — senão para construir o presente e, assim, garantir o futuro.

Para isso, não bastam flores e frases em qualquer oito de março. Há necessidade de atitudes diferentes. Que brotem, antes de mais nada, de dentro de todos. Quanto mais partirem do interior das pessoas, mais fortes serão seus efeitos no mundo exterior. Quando os dois lados sintonizarem na mesma onda, o mundo estará (mais) equilibrado. Os dois lados de cada pessoa.

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