Pensando Alegrete: morte de Marielle Franco e Anderson Gomes

Rede Social

Morte de Marielle Franco e Anderson Gomes

A cada morte violenta que ocorre como no caso da Vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes,   ficamos  muito preocupados e com uma sensação de impotência, pois são mais de 60 mil homicídios ao ano, o nos distancia de uma sociedade civilizada, somos quase irracionais.

Mulher, negra, pobre, defensora dos mais necessitados, principalmente dos favelados, mas também dos bons policiais do bem como relatado pelo Coronel Robson Rodrigues da PM do Rio de Janeiro: “Falar de uma amiga, a vereadora Marielle, porque, se sua morte me impactou, muito mais tem impactado a forma vil e cega e infame como ela vem sendo tratada por algumas pessoas nas redes sociais.”

Afirmou ainda: “ Pessoas que não conheceram Marielle. Senti-me na obrigação de informar a amigos desinformados sobre quem ela era; amigos que considero e que são bombardeados por bobagens e falsas informações sobre a vereadora que não conheceram.”

Vária informações falsas a respeito de Marielle foram levantadas como eleita pelo tráfico e somente pela favela, grande mentira, pois era  defensora independente da classe social, dos mais necessitados, dos injustiçados e,  somente uma pequena parte dos seus votos vieram da Maré, a grande maioria dos seus votos vieram  das zonas nobres do Rio de Janeiro, dos intelectuais e pessoas de bom senso, dos defensores dos direitos reais das pessoas, dos que realmente tem coerência e valorizam o ser humano, sem demagogia.

Manifestações que destilaram  o ódio, mesmo nesses momentos de dor de todos os Brasileiros, quando deveríamos nos unir enquanto sociedade contra o maior problema civilizatório que nos afeta e dilacera que é  a violência homicida.

Temos que ter compaixão pelas mortes de todos, do cidadão comum, dos  amigos, dos policiais, dos pobres, dos favelados, dos ricos, inclusive pelas mortes dos infames,  pois isso é uma tragédia para todos nós, principalmente dos familiares desses entes queridos.

A vereadora Marielle era corajosa; lutava a favor das minorias, mas principalmente contra a estupidez das mortes desnecessárias que têm endereço e destinatários certos. Mortes muitas vezes festejadas por pessoas fascistas  que não possuem sentimento e se acham superiores aos demais seres humanos.

Marielle também era defensora de policiais, o que ela não compactuava era com a polícia violadora de direitos, da polícia bandida, mas confiava na instituição policial, naqueles que não querem que ela seja instrumentalizada para fins vis e elitistas.

Foi defensora e ajudou na luta das viúvas de PM, agilizando   os processos de obtenção de pensões, na investigação da morte dos policiais militares e na criação de  um núcleo de atendimento a policiais, mas isso muitas vezes não queremos ver, pois  não interessa ao discurso de ódio e ofensivos a moral de Marielle.

Sendo assim as  postagens maldosas como foram divulgadas nas redes sociais e reproduzidas inclusive por uma Desembargadora e um Deputado Federal,  não retratarem a realidade, são de um imenso desrespeito não só à história de Marielle, mas aos policiais honestos e trabalhadores e, a toda uma sociedade que queremos para nós e para os nossos, por isso que temos que manter vivas as ideias e ações em prol do bem comum e que  MARIELLE esteja PRESENTE.

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