O dinheiro daqui

Rede Social

Que a gente paga impostos demais estamos todos estafados de saber. Que os governos dizem sempre que nunca têm dinheiro para atender às necessidades essenciais e elementares dos cidadãos também estamos fartos de ouvir.

Porém, ainda mais fartos e estafados estamos todos de tanto carrear verbas para o erário. Talvez não estejamos reclamando o suficiente, exigindo, protestando na dose necessária. Pelo retorno do dinheiro dos nossos impostos. Os serviços e as obras que o poder público nos oferece em troca estão ficando sempre muito a desejar (quando aparecem).  Quantas obras vemos aqui e ali que já deveriam ter sido feitas e não foram! Quantas obras foram superfaturadas! Mais: quantas delas não foram concluídas, ou nem iniciadas e já custam muito mais do que o orçado?

Significa dinheiro, muito dinheiro, muito suor. Tudo perdido. Mais do que isso: desânimo do cidadão diante da autoridade pública. Descrença, desamor. Ilusão.

A corrida eleitoral começou. O povo está à cata dos candidatos. Nosso único caminho: verificar bem o que cada um promete fazer, donde pretende tirar o dinheiro para as suas promessas. E o que pretende fazer com o resto do dinheiro que vai arrecadar do cidadão, uma vez eleito. Isso é importante. Como importante é atacar, desde logo, assim que os nomes começarem a aparecer. Alguns já estão aí. É provável que você até já tenha recebido algum convite para apoiar Fulano e/ou Beltrano.

Já se veem mesmo alguns pré-candidatos andando pra cima e pra baixo, de um lado a outro, em voos oficiais, o que evidentemente é dinheiro queimado, propaganda antecipada, o que deveria ser vedado de forma peremptória. Mas o que, afinal, é peremptório nesta pátria de tantas mazelas. Só o abandono dos cidadãos por aqueles que deles deveriam cuidar. E é disso também que os nossos próximos pretendentes precisam se ocupar.

E a nós também cabe cuidar que eles disso cuidem.

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APARTE — Outro dia, li um arrazoado, bem razoável, de um parlamentar, dando conta — uma espécie de prestação de contas; claro, vem como candidato! — de quanto as suas emendas parlamentares ajudaram uma infinidade de municípios. Então, cabem duas sugestões. (É possível optar por uma delas.) Primeiro. Se todos os parlamentares tiverem a capacidade de distribuir dinheiro assim, quase a rodo, então está aí uma nova forma de distribuir o dinheiro público em benefício da coletividade. Os recursos carreados ao erário devem ficar com os parlamentares. Estes os distribuem com muito melhor eficiência.

Segundo. Os recursos públicos devem ficar, em sua grande maior parte, nos municípios, pois é nestes que tudo acontece, é ali que há a necessidade financeira, pois é nos recantos desta circunscrição que a população mora, trabalha, estuda, adoece. São os municípios que cuidam do povo. Estado e União só sugam e empobrecem as cidades, o interior e todos os seus munícipes. O dinheiro que sai daqui aqui rende bem mais e melhor do que em qualquer outro lugar.

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