Semana da Mulher do Colégio Emílio Zuñeda

Rede Social

A semana em que se comemora o dia da mulher é um bom momento para intensificar debates e reflexões acerca das questões relacionadas ao universo feminino. Dados apontam que as diversas formas de violência contra a mulher aumentam assustadoramente e que o preconceito com o gênero ainda é recorrente.

Nesse sentido, a instituição escolar foi tomada como espaço de informação e reflexão sobre equidade de gênero e de combate à violência por três dias com ações que mobilizaram a comunidade escolar no turno da noite, com 15 turmas distribuídas em cursos técnicos, ensino médio regular e Educação de Jovens e Adultos – EJA, somando aproximadamente 400 alunos, além de servidores e convidados.

Direção, coordenação pedagógica, professores e demais servidores uniram esforços para a realização de  intensa programação da Semana da Mulher do Colégio Emílio Zuñeda. A organizadora e coordenadora das ações, professora de língua portuguesa Mariléia Marchezan, explica que tomou a iniciativa da organização com os alunos da EJA. No início, pensamos em realizar um recital com poesias escritas por mulheres, na noite do dia 8, para homenagear as mulheres da escola. Mas sentimos a necessidade de promover debates sobre a equidade de gênero, bem como de conscientizar homens e mulheres sobre o combate à violência contra a mulher. Então, no coletivo, foi montada uma programação para quarta, quinta e sexta à noite.

Na primeira noite, a coordenadora pedagógica, profa. Ana Patrícia Dornelles, os professores Régis Emiliano Costella e Valdoir dutra Lira, representando a diretora Dilza Paim, deram início à programação do noturno, que contou com a presença da presidente do CEPRS Sindicato, profa. Maria Izere Paré e da vice-presidente profa. Rosa Dotto.

Na quarta-feira, o Colégio recebeu a fisioterapeuta Preta Mulazzani e a pedagoga Laila Naymaer, ambas  feministas, para falarem sobre Relacionamento Abusivo; na quinta-feira, aconteceu uma roda de conversa chamada  Lugar de Mulher é Onde Ela Quiser Estar, com quatro profissionais mulheres, representantes engajadas na equidade de gênero e conscientes de seus papeis sociais: Kátia Messa – engenheira agrônoma,   Hortência Noronha dos Santos – engenheira mecânica,  Soldado Vanessa Sacks – Corporação dos  Bombeiros,  Luila Nunes Teixeira – bacharel em educação física e faixa marrom de Jiu jitsu. Cada uma delas relatou suas vivências pessoais e profissionais, incentivando as estudantes a escolherem a profissão que desejarem, pois condição social, cor da pele e gênero não devem ser empecilhos para realização pessoal e profissional.

Após, serviu-se um jantar de confraternização e, na sequência, aconteceu um show musical com a Maria Alice, a Jô e o Giovani, do Espaço Musical Ibaldo, e o Dia da Mulher encerrou com entrega de mensagens às mulheres e com um recital poético com poesias escritas por mulheres. Na terceira noite da programação, a atividade inicial foi com a professora Giovanna Vargas, especialista em gestão de políticas de gênero e igualdade racial. Giovanna, que  interpretou Frida Kahlo, também apresentou três personalidades femininas: Anita Garibaldi, Rita Lee e Benedita da Silva e se autoapresentou ao mesmo tempo que falou sobre Empoderamento e Resiliência.

Giovanna tomou o palco do EZ com suas personagens, emocionando a plateia com relatos e temáticas relevantes, como preconceito de gênero no universo pessoal e no mundo do trabalho. Para encerrar a programação do turno da noite, a palestrante foi a professora Ana Lúcia Vargas com importantes reflexões, buscando conscientizar homens e mulheres sobre questões que envolvem ambos, mas principalmente sobre o combate à violência contra as mulheres com sua fala: TODO DIA É DIA DE LUTAR CONTRA A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, Ana apresentou dados estatísticos os quais comprovam que as mulheres são as maiores vítimas de diversas formas de violência;  esclareceu o que é feminismo, femismo, machismo,  sexismo, misoginia e misandria.

Também fez uma retomada histórica da legislação que cerceava direitos das mulheres e/ou que lhes deu garantias, como direito ao voto, bem como comentou sobre medidas de proteção, a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio e formas de enfrentamento da violência, particularmente a violência doméstica.

Ocorreu um profícuo debate entre os alunos e os professores presentes, o que denota o quão positiva foi a programação da Semana da Mulher, suscitando temas tão pertinentes relacionados a práticas sociais que devem ser revistas, desconstruídas e transformadas. A escola é espaço apropriado para  tais reflexões na busca de promover a dignidade humana, e o EZ reconhece o pluralismo e a democracia, fundamentais para uma sociedade livre, mais justa e igualitária.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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