Chamar os militares

Rede Social

Uma coisa é fato: os políticos não se ajudam. E não ajudam o Brasil. Não ajudam o povo.

Em nosso país, parece que a política tem que ajudar os políticos. Errado! É o contrário. Os políticos precisam ajudar a política. Parece que não fazem questão.

As manchetes dos últimos dias insinuam — ou trazem a verdade? — que, no Brasil, está se instaurando a barbárie. Pudera! Vem um absurdo atrás do outro. Terreno propício para o brotamento e o florescimento da barbárie. A culpa é do povo? Não! É da política.

Vejamos. Os confrontos, com elevada dose de virulência, fazem parte do cenário político já há algum tempo. As acusações vêm de todos os lados. Da política, dos políticos, contra eles, deles contra a Polícia, contra o Ministério Público, contra o Judiciário. Contra os partidos políticos inclusive.

Existe corrupção de monta incomensurável. Cada dia parece que é ainda maior. Que não tem fim. As investigações da Polícia parecem como as que perscrutam o universo à procura da origem da vida. Cada passo dado mostra que a origem está bem mais distante e maior do que a vã inteligência humana consegue alcançar.

Esta semana o absurdo político realmente chegou à entrada do território da barbárie. (Agora, é só estabelecer o seu reinado.) Os episódios da caravana de campanha eleitoral de Lula, com toda a sua virulência, contra e a favor, não representam nada mais que não seja a degradação da política brasileira. As agressões, que são mútuas, não vêm de agora, não. Vêm de longe. É só voltar os olhos um pouco para trás, e abri-los.

Quando os políticos achincalham o STF, o MP e a Polícia em seus trabalhos; quando o STF é aparelhado politicamente; quando os próprios políticos fazem questão de que assim seja e assim continue, talvez por lhes ser mesmo conveniente; quando se quer exigir que Polícia, MP e Judiciário investiguem, condenem e absolvam conforme as conveniências ou indicações políticas, não fica difícil entender a revolta do povo diante de tudo isso.

Mas e para além disso tudo?

Não se vê qualquer movimento concreto (nem abstrato), no Congresso, no sentido de endurecer as penas dos corruptos (aí está toda a origem, na corrupção, que grassa), nem de fortalecer o trabalho investigativo da Polícia e do MP. Ao contrário, isso é duramente atacado, mormente quando há políticos envolvidos. Nada é feito para acabar com as indicações políticas, para fazer com que esses Órgãos mantenham distância da política e sejam realmente independentes. Bastaria uma lei nesse sentido. Simples assim.

Propostas de verdade não aparecem. Gestos de paz, nem pensar. De nenhum dos lados.

A verdade mais pura está com cada um. Quando, na verdade, não está com nenhum.

Os políticos não se ajudam. Não ajudam o povo. Não ajudam a própria política.

O povo se sente desamparado, em escala (talvez) irrecuperável.

E daí há quem queira ficar arrepiado quando parcela do povo, cansado das querelas e balelas dos seus políticos, quer chamar de volta os militares para colocar ordem na bagunça.

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