Projeto do IFFar recebe incentivo da Lei de Inovação e Tecnologia

Rede Social

O projeto aquaponia do curso de Zootecnia e alunos do Técnico em Agropecuário do IFFar- Campus Alegrete foi o primeiro a ganhar incentivo da Lei de Incentivo a Inovação e Tecnologia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

O médico veterinário Paulo Molina, professor do Instituto que coordena o projeto, explica que a aquaponia é a união de dois sistemas: a aquicultura e a hidroponia, sendo possível produzir peixes e plantas de forma integrada. Este sistema é sustentável, pois todos os recursos utilizados são reaproveitados, sendo que a água dos tanques dos peixes é a mesma utilizada para nutrir e regar as plantas, que por sua vez absorvem os nutrientes, purificando a água para os peixes.

E o mais importante, é que tudo acontece sem que haja nenhum impacto ao meio ambiente.

Este sistema que tem a participação do técnico em educação, José Siqueira  pode ser implantado em residências, até mesmo em apartamentos e também em grandes projetos comerciais, diz Molina.

A pesquisa iniciou no ano de 2016 com o objetivo de encontrar um sistema de piscicultura onde fosse possível a produção em pequenas áreas e de forma intensiva. Assim encontrou-se o sistema aquapônico, já utilizado em países como Austrália, Estados Unidos e países europeus, mas pouco difundido no Brasil. Desde então, o campus Alegrete do Instituto Federal Farroupilha vem pesquisando e adaptando esta tecnologia para nossa região.

A produção em sistema de aquaponia apresenta vários benefícios, salienta. Como a utilização de uma pequena fração da água utilizada nos sistemas convencionais, a reciclagem dos resíduos dos peixes evitando o impacto ambiental. Esse sistema produzi alimentos em meio urbano e assim próximo ao consumidor final, peixes e plantas saudáveis livres de agrotóxicos e antibióticos, com a possibilidade de construção de sistemas aquapônicos em diferentes escalas para atender a diferentes necessidades, durante o todo o ano, tanto para consumo familiar como para geração de renda ao produtor.

Por ser uma tecnologia ainda pouco difundida, o professor informa que  do campus Alegrete está realizando pesquisas e iniciando a divulgação entre os interessados. Há a previsão de realização de cursos de formação para o segundo semestre, em que os interessados poderão capacitar-se neste sistema de produção, adianta.

O apoio dado através da Lei de Inovação e Tecnologia é fundamental para realização de novas pesquisas, comemora o grupo de pesquisa, para desenvolvimento de novos produtos.

-Através deste incentivo há possibilidade da implantação de novos negócios, tanto na comercialização de insumos e equipamentos como na produção de peixes e hortaliças, o que, com certeza, será um fator de desenvolvimento para o nosso município”, destaca Paulo Molina.

Para colaborar com o trabalho, os contribuintes de IPTU e ISQN podem destinar parte o imposto devido ao Projeto de Aquaponia. Maiores informações na Secretaria de Desenvolvimento Econômico que atende no prédio do antigo Fórum.

Vera Soares Pedroso

Portal Alegretetudo

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