Verborreia às pamparras

Rede Social

Todos — e é todos mesmo! — estão indignados com os políticos e, por extensão, da política. Ela está umbilical, visceralmente aferrolhada àqueles. A é evidentemente construída por os. Sabemos também todos que (ao menos na nossa sociedade hodierna, moderna) não se constrói o corpo social sem uma e os outros.

Pois, ei-las, as duas partes, a estacionar à nossa porta. Batendo com insistência. Oferecendo o seu produto. Provavelmente, insistentes, qual telemarketing a abusar, todo o dia e noite adentro, do nosso telefone, a ponto de deixá-lo rouco (e a nós, loucos) de tanto tocar e retocar a mesma cantilena: vote em mim, vote em mim, vote em mim…

Conhecemos a importância dos políticos e, portanto, dos candidatos e dos partidos. (Aliás, um par de parêntesis é aqui necessário: não vejo nenhuma importância nos partidos políticos nossos atualmente. Nenhuma! Mas isso já um assunto para além desta coluna.) O fato é que, não só pela obrigação, mas muito mais pela necessidade, precisamos lidar com isso. Votar. E é com essa lide que podemos, se é que queremos, mudar o caos que enxergamos na sociedade.

Os eleitores — nós, pois não! — teremos o poder nas mãos. Logo ali. E não podemos fugir da raia. Parlamentares e governantes serão por nós levados ao poder. Sabemos que, até em boa/má escala, há os que simples e totalmente se lixam para o povo que os elegeu. E esses, vamos convir, não são convenientes. Portanto, lixemo-nos para suas candidaturas! Mais: candidatos que muito prometem, em geral pouco ou nada realizam.

Os governantes, todos, quando chegam ao Poder, queixam-se da penúria dos cofres que recebem. E então vem a estratégia: nada podem fazer, nada podem pagar. E todos nos indagamos, com sobradas razões: por que é que um(a) cara assim se candidatou? Então não sabia qual a situação que herdaria?

E agente mesmo dá a resposta, sem titubeio: sabia, óbvio! Porém, assim mesmo quis chegar lá. Por quê? Se não tem soluções, deveria renunciar. Mas quem faz isso?

Pessoalmente, gostaria de ver e ouvir os candidatos explicarem COMO farão cumprir as (intermináveis) promessas que vomitam durante as campanhas. DE ONDE farão surgir o dinheiro necessário para cumprir com suas verborreias.

Vale para os executivos, vale para os parlamentares. Afinal, tanto uns quanto outros prometem às pamparras realizações que requerem altas quantias financeiras.

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APARTE — Alô, candidatos! Adianto alguns meus desejos para a próxima legislatura federal e estadual. Quero candidatos que se comprometam com, pelo menos, estes pontos: a) acabar com todo e qualquer tipo de reeleição; b) acabar com todas as indicações políticas em todos os Tribunais do país; c) acabar com todo e qualquer foro privilegiado. Estes três itens não vão resolver tudo. Mas tenho a convicção de que aí temos cancros que corroem a sociedade. De alto a baixo. E essa é tarefa do parlamentar, acabar com aquilo. Evidente, temos ainda outros itens importantes nos quais os políticos que elegeremos precisam se envolver. Vamos, precisamos exigir. Não é o nosso direito; é o nosso dever.

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