Berquó fala em seminário sobre os limites da liberdade de expressão

Rede Social

O jornalista e vereador Paulo Berquó foi palestrante na Escola Dr. Lauro Dornelles, na noite de quarta-feira (23), durante o I Seminário do Curso Técnico em Comércio – Diálogos Interdisciplinares: Práticas Sociais Contemporâneas na Área Comercial. O tema abordado foi “Os limites da liberdade de expressão”.

Para Berquó foi uma noite de reflexão acerca de um tema fundamental nesses tempos duros que estamos vivendo, onde o radicalismo impera e as pessoas tomam lado e imediatamente passam a desrespeitar quem pensa de modo diferente do seu.

– Vivemos um tempo em que as pessoas não se permitem mais colocar-se no lugar do outro. Ou ao menos compreender diferentes pontos de vista.

Paulo Berquó ressaltou que hoje a sociedade consagrou uma nova forma de comunicação muito mais poderosa do que os meios convencionais. “Hoje todos podem compartilhar ou emitir opiniões que poderão despertar interesse ou deflagrar milhares de compartilhamentos”.

O jornalista alertou sobre o tamanho do estrago que  uma informação falsa pode causar. “Os abomináveis Fake News”, exemplificou.

Berquó explica que a liberdade de expressão não é um direito absoluto. “Porque não existem direitos absolutos. Nem o direito à vida é um direito absoluto, já que existe o direito à legítima defesa. Portanto, se o pensamento de quem quer que seja defende ideias criminosas, ela deixa de ser liberdade de expressão e passa imediatamente a ser incitação ao crime”.

Para o vereador, ideias que defendem pensamentos racistas, homofóbicos, de intolerância religiosa e que atentem contra a honra ou a dignidade de quem quer que seja, precisam ser tratadas como crime, e os autores responderem diante da Justiça.

– A internet é uma realidade. A porta aberta para o conhecimento e para as relações sociais. Mas não pode ser instrumento para a propagação do ódio, da calúnia e da difamação.

Fotos: Dudu Reffatt

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