Desabastecimento atinge redes de supermercados em Alegrete

Rede Social

 

Após uma semana de paralisação dos caminhoneiros, a Rede Vivo, Peruzzo e Nacional, registram que os produtos perecíveis já estão em falta. O que resta de “hortifuti” é uma quantidade mínima. Carne, em dois, somente à vácuo. A produção na padaria também está comprometida.

No Nacional, conforme o gerente Fabrício Boyll, a empresa recebeu os produtos da padaria e o pão francês já não tem mais. O restante da produção já está no final. O estoque de erva mate também já está com poucas opções, as marcas mais consumidas como Rei Verde, Tauras e Seiva Pura já terminaram.

O gerente da Peruzzo Supermercados, Márcio Marchezan, retirou as gondolas centrais devido a falta de produto. Ele esclarece que apenas a carne à vácuo e alguma produção na Padaria. Mas, segundo ele, a farinha já está no limite. Acredita que a produção será de no máximo mais um dia. Erva-mate também já está com o estoque comprometido e algumas marcas estão faltando.

Na Rede Vivo Supermercados, a situação já estava crítica desde a semana passada. Conforme o gerente, Jeisson Lisboa, da unidade do Centro, o estoque de carnes está  zerado, assim como o setor de “hortifruti.”

Cartazes foram colocados em frente à loja, desde a última quinta-feira, alertando clientes para a falta de produtos e retificando as ofertas. Quanto aos produtos não perecíveis, à exceção da erva mate, o estoque ainda é considerável. As aulas na rede Estadual e na Universidades, Unopar e Unipampa foram canceladas. Em Alegrete desde a última sexta-feira não há mais gasolina comum, aditivada e etanol. Assim como o gás de cozinha. A Prefeita Cleni Paz decretou situação de Emergência.

Os ônibus retornaram a operar com 100% das linhas nesta segunda-feira, até que as empresas tenham combustíveis. Mesmo com as propostas do governo, os caminhoneiros ainda estão irredutíveis e mantêm a greve. No sábado houve uma caminhada até uma Unidade Militar e no domingo uma cavalgada que foi integrada por ciclistas, carros, tratores e caminhões. As duas manifestações foram em apoio à greve dos caminhoneiros que completou uma semana.

 

 

 

Por: Alegrete Tudo – Flaviane Favero

 

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