Colegas vereadoras, colegas vereadores, público da Pop Tv, ouvintes da Minuano FM, distinta plateia que nos acompanha

Antes de mais nada gostaria de agradecer aos colegas e às colegas desta casa, que por unanimidade aprovaram o nosso requerimento para outorgar ao cantor e compositor Guilherme Mendes, o Gui Mendes, o Mérito Legislativo.

Inobstante a sua trajetória de vida ser um exemplo de superação para jovens e adultos, seu trabalho qualificado transcende a sua própria produção musical. Guilherme promove eventos onde oferece palco para o surgimento de novos talentos. Pratica a inserção social através da música de forma efetiva e com resultados impressionantes. Apenas o festival Fone Music, promovido e coordenado por ele já envolveu 12 mil estudantes, e em algumas edições tivemos a honra de contribuir.

Eu sempre digo que esta Casa, tantas vezes palco de debates tensos no enfrentamento das ideologias, também é uma Casa de acolhimento e de afetos. E prestar reconhecimentos quando o são legítimos é uma das missões de um vereador que sim, enobrece e dignifica a atuação parlamentar.

É com orgulho que comunico aos senhores e às senhoras ouvintes que será no dia 30 deste maio, uma quarta-feira, véspera do feriado de Corpus Christi, a sessão de outorga desse título ao Gui Mendes, uma figura exponencial da arte e da cultura desta terra.

Fica o convite para que todos e todas prestigiem esta sessão, que está sendo organizada com zelo pelo nosso gabinete.

E já que estamos falando de reconhecimento e de afeto, eu peço licença aos senhores e às senhoras para prestar uma singela homenagem aquelas verdadeiras donas das cobranças e senhoras do perdão, pela passagem de mais um Dia das Mães, comemorado ontem.

Lá em casa, a poesia sempre fez parte do dia a dia das nossas vidas. Todos recitam, porque desde sempre aprendemos justamente com a mãe a gostar e a dizer poesias; ela que por sua vez trouxe esse gosto dos Berquó, cujos saraus familiares sempre foram com muita música e com muita poesia.

E uma das poesias que nos criamos ouvindo chama-se justamente Dia das Mães, de Giuseppe Guiarone, a quem eu peço licença para dizer e homenagear, através da Minuano, todas as mães do Alegrete.

 

Mãe! eu volto a te ver na antiga sala
onde uma noite te deixei sem fala
dizendo adeus como quem vai morrer.
E me viste sumir pela neblina,
porque a sina das mães é esta sina:
amar, cuidar, criar, depois… perder.

Perder o filho é como achar a morte.
Perder o filho quando, grande e forte,
já podia ampará-la e compensá-la.
Mas nesse instante uma mulher bonita,
sorrindo, o rouba, e a avelha mãe aflita
ainda se volta para abençoá-la 

Assim parti, e nos abençoaste.
Fui esquecer o bem que me ensinaste,
fui para o mundo me deseducar.
E tu ficaste num silêncio frio,
olhando o leito que eu deixei vazio, 
cantando uma cantiga de ninar.

Hoje volto coberto de poeira
e encontro quietinha na cadeira,
a cabeça pendida sobre o peito.
Quero beijar-te a fronte, e não me atrevo.
Quero acordar-te, mas não sei se devo,
não sinto que me caiba este direito.

Eu te esqueci: as mães são esquecidas.
Vivi a vida, vivi muitas vidas,
e só agora, quando chego ao fim,
traído pela última esperança,
e só agora quando a dor me alcança
lembro quem nunca se esqueceu de mim.

Mas que foi? De repente ouço um ruído;
a cadeira rangeu; é tade agora!
Minha mãe se levanta abrindo os braços
e, me envolvendo num milhão de abraços,
diz:”Meu filho!”, e chora.

E chora e fala e ri,
e parece que Deus entrou aqui,
em vez de o último dos condenados.
E o seu pranto rolando em minha face
quase é como se o Céu me perdoasse,
me limpasse de todos os pecados.

Sim, tenho mãe! E esta ventura é tanta
que eu compreendo o que significa:
o filho é pobre, mas a mãe é rica!
O filho é homem, mas a mãe é santa!

Santa que eu fiz envelhecer sofrendo,
mas que me beija como agradecendo
toda a dor que por mim lhe foi causada.

Dos mundos onde andei nada te trouxe,
mas tu me olhas num olhar tão doce
que , nada tendo, não te falta nada.

Dia das Mães! É o dia da bondade
maior que todo o mal da humanidade
purificada num amor fecundo.
Por mais que o homem seja um mesquinho,
enquanto a Mãe cantar junto a um bercinho
cantará a esperança para o mundo!

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